terça-feira, dezembro 28, 2010

Segundo Caderno elege melhores exposições de 2010

O Globo - 27.12.2010
Segundo Caderno elege melhores exposições de 2010

GORDON MATTA-CLARK: O Paço Imperial recebeu, em maio, uma minuciosa exposição sobre um dos mais importantes artistas da vanguarda de Nova York nos anos 70, com os registros de suas performances e intervenções na arquitetura. Foram reunidos documentos e fotos mostrando a oferta de oxigênio aos pedestres em Wall Street; os disparos de uma pistola de ar que destruíram as janelas do Institute of Architecture and Urban Studies; a colagem de propagandas no Muro de Berlim. Matta-Clark propunha uma outra percepção dos ambientes, dando visibilidade a bairros pobres, prédios em ruínas, regiões que passavam por processos de "higienização", casas de classe média condenadas à demolição. A exposição mostrou que, bem mais do que uma desconstrução da arquitetura, o artista tomava a cidade como paisagem política.

HÉLIO OITICICA: Além da retrospectiva de um dos mais importantes artistas do século XX, mostrando todas as suas fases no Paço Imperial e na Casa França-Brasil, em setembro, penetráveis de Oiticica foram espalhados pela cidade, fazendo jus ao nome da mostra, "Museu é o mundo".



JOSÉ BECHARA: O MAM virou ateliê, e lá o artista criou a monumental escultura "Run", com mesas e vigas embaralhadas no espaço, além de duas pinturas da série "Gelosia", com linhas de ferro oxidado sobre vidros, expostas ao lado de obras dos anos 90 e 2000, na mostra "Fendas", aberta em novembro.






RÓDTCHENKO: Em 300 obras, a exposição "Aleksandr Ródtchenko: a revolução na fotografia" revelou como o artista russo levou a pintura construtivista para seu trabalho fotográfico, cuja estética foi ainda influenciada pelo design. Além de fotos e fotomontagens, a mostra, inaugurada em novembro, no Instituto Moreira Salles, reuniu peças gráficas de linguagem inovadora.


NUNO RAMOS: Em setembro, o espaço monumental do MAM foi engolido por dois aviões cobertos de sabão, encalhados em troncos de árvore, na obra "Fruto estranho", que deu nome à exposição em que o artista uniu as ideias de natureza e tecnologia, vida e morte, sujeira e pureza. O embate entre a matéria e o sentido estava presente ainda em "Verme", duas esferas de areia socada com vídeos projetados nas paredes, e "Monólogo para um cachorro morto", em que um texto está gravado na face interna de cinco pares de lápides de mármore.

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