
segunda-feira, agosto 02, 2010
ARTE VIROU GRIFFE

quarta-feira, julho 28, 2010
BIENAL OU POLÍTICA?
Por Julieta Pontes - Atista Plástica
A cada preparação para a bienal abre-se discussão sobre a atuação dessa instituição em seu papel de mostra do panorama da produção artística contemporânea. Interroga-se sobre sua abrangência e lealdade de intenções, essas discussões servem para decidirmos os caminhos necessários para seguir na evolução da livre expressão da arte. Porém que mudanças concretas isso nos tem levados e aonde existe a participação popular em eleger a obra para a Bienal? O que faz o público; além de atuar como observador desavisado e dirigido por um olhar personalizado, totalitário? Por que a imposição do olhar individual sobre uma realidade plural? Quais são os critérios? Políticos? Como assim nos sugere a filosofia desta 29ª Bienal?
É verdade que a arte não se dissocia da política enquanto defensora da liberdade, relatório de fatos e meio para a crítica sobre injustiças, porém a arte enquanto poesi ela é expressão de sentimento e liberdade que por si só constrói seu tempo. Por que a “elite erudita” se diz mais capaz de eleger a obra, já que nenhuma regra se aplica e a teoria não elege arte? Em vez de ensinar a olhar a obra, ao contrário, essa elite atrapalha, com seu discurso inacessível ao cidadão comum. Essa postura desvirtua a intenção da arte. A atividade da Bienal já foi promover a produção artística, agora se transformou em política, naquela política de apropriação e imposição de seus coordenadores. A arte é sim política: a partir do que reivindica, aponta e acusa. Nesse sentido vamos fazer política; vamos fazer uma política de oposição, na intenção de desfazer mecanismos viciados, e apresentar novos caminhos, não só para Bienais, mas para todas as instituições que lidam com divulgação e promoção da arte, elas devem ser reavaliadas em seus papeis e espaços. A arte, para não ser subjugada, vai às ruas como expressão mais abrangente. Tomem como exemplo os grafiteiros, a arte sempre escapa da institucionalização.
sábado, julho 24, 2010
Finalmente, Pixo - com ch ou x - é ou não é arte?
sexta-feira, julho 23, 2010
Mas quem é realmente o curador-geral da 29ª Bienal?
segunda-feira, julho 19, 2010
A BIENAL DA POLITICA OBSCURA
Por Plínio Palhano - Artista Plástico e critico de arte
Toda Bienal, principalmente no Brasil, é polêmica, e, no mundo, existem mais de duas centenas delas. A anterior (2008), de São Paulo, foi chamada — como é do conhecimento público — a do Vazio, porque deixou um dos andares do edifício sem nenhuma utilidade. Esse andar foi preenchido pelos pichadores, que, dizem, serão representados este ano, na 29ª Bienal, em vídeos e fotos, num provável ato estratégico e preventivo com o fim, talvez, de domesticá-los e evitar que se atrevam a repetir a “transgressão”. Os curadores ainda têm o desplante de dizer que não sabem se o que os pichadores fazem é arte. Ora, se não sabem, para que servem esses vídeos e essas fotos?
Esta Bienal de 2010 é a da Política Obscura, porque, segundo o conceito dos atuais curadores, não se pode distanciar arte da política — isso dito sem maiores explicações. Mas a que política eles se referem? A dos conchavos? A das cartas marcadas? Diz-se que a permanência de políticas estranhas na Bienal é fato, sem nenhuma dúvida.
A unanimidade entre os pensadores e críticos das Bienais é que essas instituições estão em crise, falidas, nelas havendo pouquíssimas surpresas, principalmente no aspecto da concepção, mas, no Brasil, acrescentam-se as dívidas financeiras exorbitantes. E já que a curadoria fala da aproximação da arte com a política, seria fundamental dar outra dimensão ao evento, com uma verdadeira política, transparente e objetiva, sem as afirmações e os conceitos dúbios que geram apenas especulações e não atingem a finalidade de uma Bienal.