sábado, dezembro 25, 2010

Hélio Oiticica - Museu é o Mundo - Exposição realiza retrospectiva com exibição de 90 obras do artista

Foi nesta terça-feira, dia 21 de dezembro, a abertura da grande exposição “Hélio Oiticica – Museu é o Mundo”, no Museu Nacional, em Brasília.
Divulgação

Esta é a primeira vez que uma exposição do artista, um dos brasileiros mais pesquisados e exibidos mundo afora, é apresentada em Brasilia. A maior parte das obras vem do acervo de César e Cláudio Oiticica, e reúne seus famosos Metaesquemas, os desenhos do período neoconcreto, guaches, bólides, uma calça feita para a Mangueira, além de Bólides, Penetráveis e filmes. Com curadoria de Cesar Oiticica Filho, Fernando Cocchiarale e Wagner Barja, a mostra cobre todos os períodos da produção do artista.

Interação: os penetráveis estão entre as estruturas artísticas criadas por Hélio Oiticica

A mostra é uma itinerância da realizada em março no Itaú Cultural, em São Paulo, e da realizada em setembro, no Rio de Janeiro. Ancorada no Museu Nacional, a exposição traz ainda raríssimos penetráveis, obras monumentais de Hélio Oiticica [1937-1980], que serão instalados em espaços pblicos, como "Invenção da Luz", feito pelo artista para Brasília em 1978/ 1980, e que será visto pela primeira vez na cidade, no Eixo Monumental, em frente à Funarte. Outros penetráveis são “PN 16” (ou “PN Nada”), concebido em 1971, que ficará na Praça da República, anexa ao Museu, onde também estará “PN 14”, do mesmo ano. “Macaléia”, de 1978, ficará na rampa anexa ao museu.; “Mesa de Bilhar – Apropriação d’après O Café Noturno de Van Gogh”, de 1966, na Estação Rodoviária, e “Penetrável da Gal”, de 1969, na Casa da Cultura da América Latina.

Os penetráveis “Éden”, um conjunto de vários ambientes que integrou a primeira exposição do artista em Londres, na White Chapel, em 1969, e “Rhodislândia”, de 1971, estarão no Museu Nacional.

A mostra também tem apoio e parceria estratégica do MinC, e é considerada a mais completa retrospectiva sobre o artista, com exibição de cerca de 90 obras, além de filmes, fotografias e documentos.

O fim do processo de higienização e o começo da restauração propriamente dita das obras danificadas pelo incêndio do ano passado, contou com o significativo investimento de mais de R$ 800 mil do Ministério da Cultura. No total, o MinC investirá mais de R$ 2,3 milhões na recuperação e difusão da obra de Oiticica. Segundo César Oiticica Filho, sobrinho de Hélio e um dos curadores da mostra, a exposição prova que a obra de Hélio Oiticia não acabou. Pelo contrário, ela está mais viva do que nunca. Ele conta que está cumprindo a vontade do tio. “Era isso o que o Hélio queria: colocar todo o seu percurso de artista, desde a adolescência até o final de sua obra, com a exibição de obras e categorias que nunca foram mostradas na sua plenitude”, explica.

Fonte: Cerrado Mix e Tribuna do Brasil.
serviço

Hélio Oiticica
Museu é o Mundo
Abertura: dia 21/12, às 20h, no Museu Nacional
da República.
- Esplanada dos Ministérios.
De 21/12 a 20/02,
das 9h às 21h.
Entrada franca.

Polícia de Nova Iorque pede ajuda na investigação do roubo de obras de Andy Warhol e Lichtenstein

25.12.2010

Polícia pede ajuda ao investiga roubo de obras de Andy Warhol e Lichtenstein na residencia de 5 andares no Meatpacking Dsitrict, Nova Iorque, que pertence ao colecionador de artes Robert Ramanoff.


Foto: obra "Superman", "The Truck" by Andy Warhol

NEW YORK - A polícia está procurando ajuda para recuperar obras de arte de Roy Lichtenstein e Andy Warhol que foram furtadas de um apartamento arrombado em Nova York. Os ladrões entraram no imóvel após quebrarem uma parede.

Eles também levaram uma pintura a óleo de Carl Fudge e outros objetos de valor durante o feriado de Ação de Graças, no fim de novembro. A polícia não havia divulgado o crime até que resolveu pedir ajuda da população, na noite de quinta-feira.

"Um suspeito desconhecido entrou no apartamento através de uma parede num corredor e retirou os objetos de arte, relógios e outras joias. Um gravador de imagens ligado a câmeras de observação dentro do apartamento também foi levado", informou a polícia em um comunicado.

O prejuízo total é estimado em cerca de 750 mil dólares, segundo o jornal The New York Post, que citou fontes não identificadas.

As obras de Warhol levadas foram "Superman", "The Truck" e "Camouflage", composta de oito serigrafias. De Lichtenstein foram furtados "Thinking Nude" e "Moonscape", ambos parte de series limitadas de 40. Um multimplo semelhante foi vendido recentemente por $85,000 na Christie's. Apintura de Carl Fudge é intitulada "Live Cat."

New York Police is asking for help in order to find Andy Warhol and Roy Lichtenstein stolen pieces

New York Police is asking for help in order to find Pop art stolen pieces from art collector Robert Rmanoff flat.

Image: "Thinking Nude" by Lichtenstein

NEW YORK — Authorities are ramping up their effort to solve a Manhattan mystery: Who drilled a hole into the home of a beef fortune heir and stole a collection of iconic artworks by Roy Lichtenstein and Andy Warhol?

The culprits also made off with surveillance video footage that might have caught them in the act.

The New York Police Department released images of the art on Thursday, hoping someone might help solve last month's crime in the trendy Meatpacking District by recognizing works like a well-known Lichtenstein print called "Thinking Nude."

Authorities estimate the five-story apartment was burglarized sometime during Thanksgiving week, when owner and art collector Robert Romanoff was away.

Calls to Romanoff's home went unanswered Friday.

Also taken from the building was a Lichtenstein print called "Moonscape," the Carl Fudge oil painting "Live Cat," the Warhol prints "The Truck" and "Superman," and a set of eight signed Warhol prints from 1986 called "Camouflage." They're among the artist's last works before his death the following year.

Authorities estimate the artworks, plus stolen Cartier and Rolex watches and other jewelry, are worth about $750,000.

The Romanoff home is in a neighborhood filled with old warehouses and meatpacking companies now turned into retail and living space, restaurants and boutiques.

Police say the thief drilled a hole through the wall of a hallway sometime between Nov. 24 and 28.

Lichtenstein, who died in 1997, created "Thinking Nude" in 1994 — one of 40 limited-edition works that are part of his "Nudes" series based on comic-book illustrations.

A similar print recently sold for about $85,000 at Christie's, according to the auction house's website.

Warhol's "Superman" print is part of his 1980s "Myths" series featuring fictional characters with mass-cultural appeal, including Mickey Mouse and Uncle Sam.

Romanoff is heir to a beef company fortune that started as a New York City meat store opened by his immigrant relatives in 1905. He's now president of the New Jersey-based Nebraska Meat Corp., one of the country's biggest distributors of smoked meat that for years owned property in the Meatpacking District.

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Painéis Guerra e Paz, de Portianri, podem ser vistos no Theatro Municipal, gratuitamente, até 30/12.

Os painéis Guerra e Paz, de Candido Portinari, voltam ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro 54 anos depois de sua primeira apresentação naquele palco, em 1956. As obras ficarão expostas no teatro entre os dias 22 e 30 de dezembro, com entrada franca. Em janeiro, seguem para o Palácio Gustavo Capanema, também no Rio, onde serão restauradas em ateliê aberto ao público, até maio de 2011. A organização é do Projeto Portinari, e a FINEP é um dos patrocinadores.

Com a presença do presidente da República, a exposição será inaugurada no dia 21 de dezembro, para convidados. A partir do dia 22, a visitação estará aberta ao público em seis sessões diárias, no palco do Theatro Municipal. O patrocínio da FINEP vai possibilitar a realização de um amplo programa educativo dedicado às escolas, que abordará de forma interdisciplinar o tema e o conteúdo dos painéis, a vida do pintor e seu processo de criação, bem como o trabalho de restauração e preservação de patrimônio.

Os painéis estiveram no Municipal em 1956, na primeira e única vez que o público brasileiro e o próprio pintor tiveram a oportunidade de vê-los, antes de serem embarcados para a sede das Organizações das Nações Unidas (ONU), em Nova York, como presente do Governo Brasileiro. À época, os EUA não permitiram a visita de Portinari à inauguração dos murais em Nova York, devido às ligações do artista com o Partido Comunista. A realização de uma grande reforma no edifício sede da ONU, entre 2010 e 2013, proporcionou a oportunidade da exposição e restauro de Guerra e Paz no Brasil.

“Guerra e Paz representam sem dúvida o melhor trabalho que já fiz. Dedico-os à humanidade”, disse Portinari, em entrevista em 1956. Entre 1952 e 1956, o artista realizou as obras-primas, que são seus dois últimos e maiores murais (14 metros de altura por 10 metros de largura, aproximadamente). Portinari faleceu em 1962.

Uma vez restauradas as obras, o Projeto Portinari planeja uma exposição em São Paulo, para meados de julho de 2011. A capital paulista será o ponto de partida para uma série de exposições pelo Brasil e no exterior, ainda em fase de planejamento. Em agosto de 2013, as obras voltam à ONU.

O artista

Candido Portinari nasceu em 30 de dezembro de 1903, no interior do estado de São Paulo. Viveu sua infância na pequena cidade de Brodowski e, aos 15 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro.

Sem curso primário completo, e à custa de muita obstinação e talento, tornou-se um dos mais famosos pintores das Américas. Com sua morte prematura, aos 58 anos, Portinari deixou um extraordinário legado de mais de 5 mil obras, entre murais, afrescos, pinturas, desenhos e gravuras que representam uma ampla síntese crítica de todos os aspectos da vida brasileira de seu tempo.

Serviço:

Exposição Guerra e Paz, de Portinari
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Dias 22, 23, 26, 27, 28, 29 e 30 de dezembro de 2010
Sessões: 10h, 12h, 14h, 16h, 18h e 20h
Entrada franca

O público assistirá a um filme sobre Portinari e os painéis, além de uma projeção com seleção dos 180 estudos que Portinari pintou durante a construção. Em seguida, as obras serão revelados ao público, no palco do teatro. O público poderá permanecer no local por até duas horas, a contar do início de cada sessão.

Ateliê aberto
Palácio Gustavo de Capanema
De 1 de fevereiro a 20 de maio de 2011
Horário: 3ª a 6ª das 10 às 17h
Entrada franca

Agendamento de grupos escolares
A partir de 17 de janeiro de 2011
Tel (21) 8337-1732
e-mail: educativo@portinari.org.br

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Damien Hirst: “A arte não devia ter medo do dinheiro”

Euronews - Ricardo Figueira entrevista Demian Hirst - 23.12.2010
Photograph: Reuters

É considerado o artista plástico vivo mais rico do mundo. Extravagante e provocador, amado e, ao mesmo tempo, detestado, ninguém no mundo das artes fica indiferente a Damien Hirst. Mas talvez mais do que a arte, é a riqueza do mais proeminente membro do grupo dos Jovens Artistas Britânicos que o põe na boca do mundo. A euronews falou com Damien Hirst, em Kiev, na Ucrânia, onde foi um dos mentores do recém-criado Prémio de Arte “Geração Futura” da Fundação Pinchuk.


Ricardo Figueira – euronews:

Damien Hirst bem-vindo e obrigado por estar aqui connosco hoje! A minha primeira questão é muito directa. Gostava de lhe perguntar se o dinheiro e o sucesso mudam a alma de um artista?

Damien Hirst – artista plástico:

Acho que não. É muito mais difícil fazer boa arte quando, de repente, se tem dinheiro. O facto de não termos dinheiro força-nos a fazer as coisas de uma forma criativa, como o Van Gogh. Mas eu acho que a arte não devia ter medo do dinheiro. Tenho sorte porque desde muito cedo o meu agente disse-me que não devia servir-me da arte para ganhar dinheiro. Não nos esqueçamos que o dinheiro é fundamental, mas não é o objectivo.

Ricardo Figueira – euronews:

E como é que se serve do dinheiro para fazer arte?

Damien Hirst – artista plástico:

Sabe, as ideias vêm primeiro e o dinheiro é apenas algo que usamos para que as coisas aconteçam. Não utilizamos a arte para fazer dinheiro, utilizamos o dinheiro para fazer arte.

Ricardo Figueira – euronews:

O seu trabalho mais famoso é “For the love of God” (“Por amor de Deus”), que é uma caveira, um crânio humano verdadeiro cravejado de diamantes…

Damien Hirst – artista plástico:

Arte povera.

Ricardo Figueira – euronews:

Arte rica, neste caso. É verdade que a vendeu por 50 milhões de libras?

Damien Hirst – artista plástico:

Na altura em que a vendemos, a pessoa que a queria comprar não a comprou e acabámos por vender… eu vendi um terço a um consórcio.

Ricardo Figueira – euronews:

Porque tem havido alguma polémica. Há quem diga que não é verdade, que não foi vendida, que você faz parte do consórcio.

Damien Hirst – artista plástico:

Bem, eu não vendi tudo. A minha galeria White Cube detém 10%. Depois o consórcio comprou um terço e eu fiquei com o resto. Por isso vendi um terço.

Ricardo Figueira – euronews:

Então confirma que foi o trabalho mais caro alguma vez vendido por um artista vivo?

Damien Hirst – artista plástico:

Não sei.

Ricardo Figueira – euronews:

Foi o que li.

Damien Hirst – artista plástico:

A sério? Não faço a mínima ideia. Está lá em cima (aponta para o céu)!

Ricardo Figueira – euronews:

E porquê o nome “Por amor de Deus”? É uma pessoa religiosa?

Damien Hirst – artista plástico:

Em Inglaterra, “por amor de Deus” tem dois significados. Significa que fazemos algo pelo amor que temos por Deus, mas é também uma exclamação “por amor de Deus!”, se fazemos algo errado. A sua mãe diria isso. Se partisse um prato, a sua mãe diria “por amor de Deus, porque é que fizeste isso?” Por isso é icónico e irónico. Tem os dois significados.

Ricardo Figueira – euronews:

A morte é um tema recorrente no seu trabalho. Tem medo de morrer, ou é apenas uma fascinação?

Damien Hirst – artista plástico:

Estou desejoso de lá chegar!

Ricardo Figueira – euronews:

A sério?

Damien Hirst – artista plástico:

Não! Acho que todos estamos, sabe. Samuel Beckett disse uma vez algo incrível sobre a morte quando disse “a morte não nos pede um dia livre”. Adoro esta frase. É o desconhecido. Nunca podemos planear ou fazer algo, porque nunca se sabe. Eu fui ensinado, especialmente quando era mais jovem, a enfrentar as coisas que não podemos evitar. E acho que a morte é uma das coisas que não podemos evitar. Em vez de não falar sobre isso, acho que temos que lhe fazer face. Porque tem que ser normal, de uma certa forma. Mas eu sei que ninguém gosta dela.

Ricardo Figueira – euronews:

Em que é que se tornou o mercado das artes nos últimos anos?

Damien Hirst – artista plástico:

Bem, como todos os mercados… os mercados mudam. Acho que agora é mais saudável. Como já disse, enquanto artista, se alguém comprar tudo o que fazemos e depois o vende, não o mantém parado. Compra e vende, compra e vende. Ganha muito dinheiro e pode começar a fazer-se passar por algo que não é. Hoje em dia, acho que é mais saudável. Enquanto artista não queremos uma arte que esteja sempre em movimento. O ideal é que alguém compre, ponha a peça de arte numa parede e a deixe lá ficar. Eu conheço muitas pessoas… Ninguém conseguia manter os seus quadros nesse mercado, nessa loucura. As pessoas compravam quadros para os vender. Qualquer pessoa podia ser um vendedor de arte. Quando pinto um quadro com pontos quero que as pessoas olhem para os pontos, mas muitas vêem cifrões. Isso não é arte. Mas, é óptimo que a arte possa sobreviver em qualquer mercado. E isso é o mais importante.

Ricardo Figueira – euronews:

Está aqui em Kiev, na Ucrânia, para a atribuição do Prémio de Arte “Geração Futura”. Estamos a fazer esta entrevista junto às obras de um dos concorrentes. É importante para si participar neste tipo de iniciativa?

Damien Hirst – artista plástico:

Todos começam enquanto jovens artistas.

Por isso acho que é óptimo. Temos que incentivar. O que o Victor Pinchuk está a fazer é fantástico. Está a encorajar artistas do mundo inteiro, a ajudar a promovê-los. Quando o Viktor me pediu para fazer parte do grupo de artistas associados ao prémio, eu disse que sim se o prémio fosse uma soma avultada e acho que é (N.D.R: 100 mil dólares). Quando estava em Londres ganhei o Turner Prize, que era de 20 mil libras. Era muito dinheiro naquela altura. Isso ajuda imenso. Acho que todo o tipo de ajuda para artistas é bom porque, sabe, há muitos mais artistas pobres e a passar fome do que artistas ricos.

Ricardo Figueira – euronews:

Está aqui juntamente com outros grandes artistas, como Jeff Koons. É verdade que há uma certa rivalidade entre você e o Jeff Koons ou é algo inventado pela imprensa?

Damien Hirst – artista plástico:

Não, nem por isso. Eu compro obras do Jeff. Sou um grande coleccionador e adoro o trabalho do Jeff.

Ricardo Figueira – euronews:

E ele compra os seus?

Damien Hirst – artista plástico:

Não creio. Acho que ele compra arte mais antiga. Ele é um pouco mais velho do que eu, de qualquer das formas. Quando eu era um jovem artista fui à galeria Saatchi e vi uma exposição do Jeff. Eu era estudante e o Jeff já era um grande artista na altura. Ele era o meu herói. Eu não sou o herói do Jeff.

Ricardo Figueira – euronews:

O que é que pensa fazer nos próximos anos?

Damien Hirst – artista plástico:

Bem, com o leilão, deixei uma grande parte do meu trabalho. Deixei as borboletas e todo o tipo de trabalhos com formol. Estou a fazer coisas novas. Limpei o estúdio e estou a divertir-me imenso, como se tivesse voltado ao princípio.

Ricardo Figueira – euronews:

Vai continuar com as caveiras?

Damien Hirst – artista plástico:

Sempre gostei de caveiras. Quando a minha namorada me disse “não podes continuar com as caveiras porque estão muito na moda” fiquei com muita vontade de o fazer. Foi por isso que fiz a caveira com os diamantes. Porque acho que uma caveira nunca poderá estar demasiado na moda. Como no México. Tenho uma casa no México e eles adoram caveiras. É algo repetidamente interminável. E eu gosto de continuar a fazê-lo até estar na moda outra vez e depois fora de moda, e na moda outra vez, por isso não sei.

Ricardo Figueira – euronews:

Damien Hirst muito obrigado! Foi um prazer tê-lo aqui. Bom Natal!

Damien Hirst – artista plástico:

Bom Natal!

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