quinta-feira, maio 08, 2014

Fernando Ferreira de Araújo no Gabinete D, em São Paulo, com a mostra 'Remnants'

A mostra “Remnants” do artista plástico pernambucano, Fernando Ferreira de Araujo, residindo atualmente em São Paulo,   estará aberta ao público do dia 10 de maio a 07 de junho no Gabinete D, na Rua Estados Unidos 273, no Jardim Paulista. A abertura será sábado, dia 10 de maio das 12h00 às 17h00. 

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Pintando há mais de 20 anos, a trajetória do artista data desde 1989, um marco na sua carreira, quando duas de suas obras foram selecionadas pelo MAC – Museu de Arte Contemporânea de PE para o Salão de Novos daquele ano. Em 2001 Fernando Ferreira de Araújo passou a se dedicar à pintura de forma integral e profissional. Em 2003, mergulhou no cenário internacional, participando de várias mostras individuais, coletivas e leilões nos Estados Unidos e Europa. Membro do The Art Students League of NY, se mudou para Nova York em 2003, onde montou o seu atelier em Manhattan. Desde então vem solidificando a sua presença no mercado internacional. As suas obras podem ser encontradas em importantes coleções privadas nos EUA e Europa assim como no acervo permanente do MAC-PE.  Em 2010 foi listado como um dos 100 brasileiros mais influentes de Nova Iorque pela revista Vogue em conjunto com a BrazilFoundation. Para esta mostra o curador, Eduardo Machado, selecionou 26 obras todas em papel de algodão - 300g a 640g - montadas em caixa de madeira e vidro. A grande maioria é inédita e produzida entre 2012 e 2014. No entanto uma pequena parte, fase seminal do conjunto da obra, participou de uma mostra individual do artista no MAC-Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, no ano passado (abril-junho, 2013).

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Na vida nômade que o persegue, ou perseguida por ele, como ele mesmo diz, Ferreira de Araújo resolveu coletar parte dos pedaços que deixa para trás e representá-los em texturas que falam por cada centímetro. Ele aborda aspectos que há muito tempo queria focar como tema principal: 'Textura' e a dimensionalidade a partir do detalhe. Neste distanciamento do pictórico, o artista busca o encontro com o caos, com o desordenado, mas, que o norteia em cada gesto, cada passo. Nesta série ele coleta fragmentos do seu passado (recortes, rebocos de paredes de antigos estúdios, recibos, embalagens, fotos e o que mais tiver passado no seu caminho) e os integra, com impastos, ao momento presente da obra através de um depoimento gráfico-caligráfico, que inicia o seu trabalho, mas ao mesmo tempo é quase soterrado pelas reminiscências e sobreposições de camadas. Neste processo o todo é tão importante quanto o detalhe que originou a obra, e que na maioria das vezes encontra-se quase que completamente soterrado sob as várias camadas de matérias. Aqui o foco é ampliado sobre o ângulo sem perder a visão macro e sem necessariamente expor, por completo, o detalhe seminal. Fernando reforça que muitas vezes, ou na maioria delas, os detalhes, os fragmentos os agradam mais do que a obra finalizada. A sua obra é abstrata por essência e, comumente o observador se depara com detalhes que sobrepõem a visão macro.
 
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Este processo orgânico e visceral leva a uma textura e tridimensionalidade fragmentada que não é para ser entendida, apenas sentida. O desgaste da matéria é refletido literalmente nas pontas dos dedos do artista que ficam tão gastos quanto o aspecto intencional e autobiográfico da obra.

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